Domingo, Abril 15, 2007

No tronco daquela árvore

Minha asinha brilhante quebrou, na encruzilhada entre a luz amarela do sol e o escuro prateado do universo. Os floquinhos de algodão do céu branco de nuvens foram a solução para tamanho desastre. Quando lá pousei, dei-me conta da travessura que meu amor tinha feito. Na terceira árvore alva, à esquerda da lua de marfim, estavam as estrelinhas fujonas da constelação de Delfim. Haviam saído fogosas da boca de um enorme dragão para formar a mais bela das palavras: amor. E, abaixo dessas quatro letrinhas, os dentes cintilantes dos anjinhos sorridentes denunciavam o autor da traquinagem: o periquitinho verde esteve aqui. Foi quando ele apareceu serelepe, com uma fita de plumas-crepe no bico. E saímos voando de lá alegres, em direção ao céu azul infinito.

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