Olho para frente, minha face à barlavento. O mar é azul intenso, esverdeado ao brilho do sol. A brisa é fresca e generosa. O sentimento é transcedental. Poderia voar. Iço as velas na esperança de um dia alcançar as nuvens do céu. A cada marola, a lua fosca parece ficar mais perto e o espaço infinito mais presente. Há momentos em que a vida nos presenteia com o breve sabor do amor verdadeiro. É aí que a marcha da embarcação se põe para vante, deixando no passado a orla vã, mutável, fraca, errônea e impaciente. É aí que o Amor se firma como destino constante, como cura para o medo de partir e como estandarte inabalável, direcionando o leme em meio à imensidão do oceano sem fim.
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